4 Lendas Urbanas Brasileiras

Olá, Freaks!

Nós estamos muito acostumados com histórias de terror americanas, sejam elas baseadas em fatos reais ou fictícias, mas o Brasil também é cheio de lendas urbanas que aterrorizaram crianças e até adultos durante anos e que são temidas até os dias de hoje. Quer conhecer mais sobre algumas delas? Vem que a gente te conta!

Loira do Banheiro

Essa é uma lenda muito famosa, afinal quem nunca, nos tempos de escola, não deu descarga e piscou a luz três vezes enquanto chamava a Loira do Banheiro, e claro, saia correndo depois com os amigos. Mas por que será que o espírito de uma mulher apareceria para crianças e adolescentes nos banheiros escolares?

Tudo começa no século 19, em Guaratinguetá, interior de São Paulo, com a triste história de Maria Augusta de Oliveira, uma jovem que pertencia a elite paulista e que ao ser obrigada pela família a se casar ainda adolescente acabou fugindo para a Europa, afim de se livrar do casamento. Ela morreu muito cedo, aos 26 anos, porém sua morte é um mistério já que seu atestado de óbito desapareceu.

Seu corpo retornou para o Brasil, mas inicialmente sua mãe não quis enterra-lo, então o corpo foi deixado na casa da família. Depois da mãe sofrer com uma série de pesadelos, o corpo de Maria Augusta foi sepultado. Anos mais tarde, em 1902, o casarão da família foi transformado na Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves e surgiu a lenda de que o espírito da jovem vagava pelo local. No ano de 1926 a escola sofreu um misterioso incêndio, o que reforçou ainda mais a crença de que o espírito da moça assombrava a escola.

Porém, nada na história faz ligação a Maria Augusta com algum banheiro, mas é fácil entender que assim como toda lenda urbana, as pessoas (ainda mais crianças) dão seus relatos, e assim, como um telefone sem fio, acaba-se criando toda uma mitologia que vai se espalhando.

Mulher de Branco

Lembro-me de que também havia um ritual para chamar a Mulher de Branco no banheiro, falando o nome dela três vezes na frente do espelho. Porém, em nenhum lugar do Brasil, essa história é atrelada a banheiros escolares, apesar das diversas versões, todas têm coisas em comum.

Existe uma lenda mexicana muito antiga que conta que no século 16, uma mulher que fugiu com um homem por quem ela era muito apaixonada, mas sua família reprovava a relação. Eles tiveram dois filhos. A mulher então descobriu que estava sendo traída e em uma crise de loucura pegou seus filhos – que simbolizavam o casamento – e os afogou em um lago. O arrependimento e a tristeza a levaram a morte, porém, não foi lhe permitido descansar. Ela ficou conhecida como “A Chorona” e a lenda diz que ela caminhava pela cidade, vestida de branco com um véu e chorando, e que também roubava crianças para substituir as suas.

No Brasil, muitos nomes e histórias são atribuídas a uma mulher jovem, bonita e vestida de branco, vários nomes são atribuídos a essa figura: Mulher de Branco, Dama de Branco, Noiva da Estrada e Bela da Noite. A versão mais conhecida é a da Mulher ou Dama de Branco que retratada como uma mulher muito bonita, sempre vestida de branco que fica na beira da estrada pedindo carona para os homens. Quando algum homem se compadece e para a mulher tenta seduzi-los. A partir daí, o desfechos das histórias é sempre o mesmo, o homem acaba desaparecendo ou sofrendo um grave acidente, mas o corpo de uma mulher nunca é achado. Essa é uma lenda muito famosa em diversas partes do país.

Outra versão é a da Noiva da Estrada, que conta a história de uma mulher que estava prestes a se casar, mas sofreu um acidente de carro e morreu na hora. Sua família a enterrou com seu vestido de noiva, já que ela não conseguiu realizar seu grande sonho. A morte repentina fez com que o espírito da mulher ficasse “preso” ao mundo físico. A lenda conta que ela segue vagando pelas estradas usando seu vestido de noiva manchado com sangue e pedindo carona, e que todos aqueles que parara para conversar com ela sumiram.

O Homem do Saco

Os pais de vocês já colocaram aquele terror dizendo que se não se comportassem o Homem do Saco viria buscá-los? Pois bem, essa é outra lenda que já aterrorizou muitas crianças ao redor do mundo e sua origem em cada cultura é incerta.

Acredita-se que o termo “homem do saco” tenha surgido devido ao assassino espanhol Francisco Leona Romero (1835–1910), que foi preso e condenado pelo assassinato de Bernardo Gonzalez Parra, de sete anos. Francisco sequestrou a criança dentro de um saco com a finalidade de utilizar o sangue dele para um tratamento de tuberculose.

Outra origem para a lenda é que há anos atrás havia um enorme preconceito com a doença hanseníase, conhecida como “lepra”. No imaginário popular da época em que a doença surgiu, acreditava-se que as pessoas doentes atacavam as crianças para arrancar e comer seus fígados e assim se curarem da doença. Essas pessoas eram chamadas de “papa-figo”. Isso porque havia a crença de que a lepra era uma doença de quem tinha sangue impuro ou sujo, como o sangue é filtrado pelo fígado, muitos achavam que comer esse órgão ajudaria a curar a doença.

Quando o mito europeu do velho do saco foi incorporado no folclore brasileiro, logo foi confundido com o do papa-figo. Segundo a lenda, bastante comum no leste da Europa, havia um senhor idoso que andava sujo, mal vestido e com um grande saco nas costas para sequestrar crianças que estivessem na rua brincando. Acreditava-se que o velho do saco matava as crianças, arrancava seus fígados e também tirava o sangue delas para passar em suas chagas.

Com isso, os pais passaram a enganar as crianças afirmando que o homem ou velho do saco iria sequestrá-las caso não fossem obedientes ou ficassem na rua até tarde. Esse mito se tornou popular em várias partes do mundo. No Brasil, também há a versão de que o Homem do Saco sequestrava as crianças para fazer sabão.

Chupa-Cabra

Para fechar as lendas, trouxemos a história do Chupa-Cabra, outro caso misterioso que não teve solução até hoje. Essa é uma história que surgiu em meados de 1990, em Porto Rico, depois de relatos sobre uma criatura de quase dois metros e meio de altura, com dois pés e olhos grandes, espinhos nas costas e longas garras ser responsável por atacar o gado, chupando seu sangue até os animais ficarem secos. A lenda se espalhou pela America Latina, e coincidentemente, algo muito semelhante aconteceu em alguns locais do interior do Brasil.

No fim dos anos 90, em partes do interior do país, diversos animais estavam sendo encontrados mortos praticamente sem sangue e com dentadas no pescoço. Alguns camponeses relataram terem visto uma criatura parecida com um extraterrestre, outros afirmaram ter visto um ser humanoide com muitos pelos no corpo. Até hoje, nenhuma investigação solucionou os casos ou deu qualquer pista sobre quem ou o que foi o responsável pelas mortes.

Referências

Super Interessante: https://bit.ly/2NOKwSj

Revista Glamour: https://glo.bo/2NR5akK

Segredos do Mundo: https://bit.ly/3uGp8Q4

G1: https://glo.bo/3sBmF7z ; https://glo.bo/3ramCiU

Aventuras na Estrada: https://bit.ly/3bMMcnw

Bol Uol: https://bit.ly/3kxRdnJ

Foto de capa: https://bit.ly/37SZNIz

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *