Mabon

Ei, Freaks!

Ao longo da história, os povos pagãos faziam rituais e festas para celebrar e agradecer as mudanças das estações. Essas celebrações são conhecidas como sabás (sabbat) ou roda do ano e foram preservadas até os dias de hoje pelos praticantes da bruxaria. Dentro da roda existem os sabás maiores que são chamados de celebrações do céu, e os sabás menores que são as celebrações da terra. Eles são comemorados em datas diferentes nos hemisférios Sul e Norte, devido a mudança de estação em cada um dos hemisférios. 

Nós já falamos aqui no blog sobre Imbolc (leia mais clicando aqui) e Yule (leia mais clicando aqui). E hoje falaremos sobre Mabon (Equinócio de Outono), ele é considerado um sabá menor, pois celebra a chegada de uma estação do ano. Se você quer conhecer mais sobre essa prática, fica com a gente até o final desse post que vamos ensinar também rituais incríveis!!!

Esse sabá recebeu esse nome em homenagem ao deus celta Angus, conhecido como Mabon na Irlanda. Ele é o deus da Juventude, da beleza e do amor. A data do equinócio pode variar de ano para ano, mas geralmente acontece entre os dias 21 e 23 de março no hemisfério Sul e entre os dias 21 e 23 de setembro no hemisfério Norte.

Para os antigos, Mabon era a época da segunda colheita e o momento para agradecerem por tudo o que se colheu e o que foi aprendido até o momento. Eles agradeciam pela fartura de alimentos e pelo conhecimento.  Um dos ensinamentos da natureza é justamente durante o equinócio de outono, pois é uma época em que a perda de folhas nas árvores se dá para que não sejam queimadas no frio do inverno e prejudiquem a árvore inteira. Então, podemos pegar esse exemplo para refletir que algumas vezes é preciso abandonar algumas coisas, para proteger o que é mais importante. 

Mesmo com a propagação do Cristianismo, a cultura de comemorar esse festival de colheita continuou através da bruxaria, que atribuiu novos sentidos para eles, também muito devido a expansão das cidades grandes. Na bruxaria, Mabon também tem o sentido de conclusão da colheita que foi iniciada no sabá anterior, que é Lughnasadh. Novamente o o dia e a noite têm a mesma duração, e acredita-se que é o momento em que o Deus se prepara para abandonar seu corpo físico e iniciar a grande aventura rumo ao desconhecido, em direção à renovação e ao renascimento pela Deusa. 

Neste período, a natureza está se preparando para o inverno, é seu período de repouso onde ela recolhe sua fartura. A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece, apesar do fogo que queima dentro de seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece. Um dos símbolos de Mabon é a cornucópia, cesta em formato de chifre recheada com frutas, legumes e folhas. A cornucópia representa a abundância, a riqueza e a fertilidade. Ela pode ser feita no dia do equinócio de outono ou pode ser usada como decoração no altar. 

Correspondências de Mabon

Símbolos: folhas, cornucópia e abóbora. 

Comidas: abóbora, pães e bolos de grãos, raízes como batata e cenoura, trigo e milho. 

Bebidas: vinho, suco e sidra. 

Plantas: benjoim, mirra, calêndula, pinho, rosa, sálvia, e todas as plantas regidas por Marte ou Vênus. 

Cores: marrom, verde e laranja. Incensos: sálvia, mirra e benjoim. 

Cristais: aventurina, olho de gato, ágata, cornalina e topázio amarelo. 

Ervas do mabon: avelã, milho, álamo, bolotas e ramos de carvalho, folhas de outono, feixes de trigo, cones de cipreste, de pinho, sobras de colheita. 

Folclore do Mabon

Uma prática tradicional é caminhar por lugares e bosques silvestres, colhendo sementes e plantas secas. Alguns destes podem ser usados para decorar o lar; outros podem ser guardados para futuras práticas de magia com ervas.  Os alimentos associados ao Mabon são as sobras da segunda colheita, portanto grãos, frutos e vegetais predominam, especialmente milho. Pão de milho é um prato tradicional, assim como feijões e abóbora cozida. 

Referências:

Guia Essencia da Brux a Solitária, de Scott Cunningham.

Naturalmente Bruxa, de Gabi Violeta.

Foto de capa: https://bit.ly/3eUXCc3

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