Hey, Freaks!

Segundo o calendário pagão, o dia 31 é associado as famosas Valquírias. Então, nada melhor que aproveitar essa data para falarmos um pouquinho sobre elas, afinal, além de representar o lado feminino na mitologia nórdica, também possuem um papel importante na além vida dos guerreiros caídos em batalha.

O nome Valquíria, provém da palavra Valkyrja (pl. valkyrjar) no vocabulário nórdico, que significa ”Aquela que escolhe os mortos”. Daí vindo a atribuição de guerreiras que a mando de Odin iam aos campos de batalha guiar os guerreiros caídos a Valhalla, onde aguardariam o fim dos tempos, conhecido como Ragnarök.

Como foi dito anteriormente, as Valquírias são servas obedientes de Odin, seguindo suas ordens sejam elas qual for. E em nome de seu Deus e Senhor, decidiam quais dos mortos eram honrados o suficiente para entrar nos salões de Valhalla.

As Valquírias tornaram-se uma imagem muito popular na mitologia nórdica, devido a sua figura transcendente, capaz de ir e voltar de seu mundo de serventia para o mundo masculino de sangue e guerra, transpondo dessa forma o papel da mulher na sociedade.

Em síntese, temos quatro aspectos essenciais relacionados a elas, demonstrando sua diversidade existente. Sendo a mais notável e primeira dentre elas: o combate. Na poesia éddica, são conhecidas como tendo o papel de esposa espiritual do herói. Também podemos citar sua associação com as donzelas cisnes, e por fim, com a figura de profetisas, conhecidas como ”nornas”, que são as equivalentes germânicas das famosas parcas (entidades que tecem o fio da vida e do destino dos mortais e imortais).

Costumam serem descritas como belas donzelas, montadas em cavalos alados, vestidas em armaduras de cota de malha ensanguentadas, com seu famoso elmo ou então em longos vestidos, portando apenas suas lanças (esse último após a Era Viking e com o início da cristianização).

Quanto ao armamento das Valquírias, apesar de em algumas culturas serem retratadas portando escudos, elmos e espadas, no poema escáldico Hákonarmál, datado do século X, as Valquírias são descritas portando elmos, escudos e lanças, onde somente o rei Hakon Haraldsson, seus inimigos e seus aliados homens usavam espadas. Neste caso, a espada é um símbolo real e instrumento de virilidade, enquanto a lança torna-se um atributo valquiriano e feminino.

Em outro Poema escáldico, Darradarljód, temos essa idealização de forma mais acentuada, onde o termo geirfljóda, moças de lança, reflete esse aspecto diretamente relacionado com o simbolismo da principal arma do Deus Odin, Gungnir.

Dentre tantas atribuições e modificações ao longo da história, não podemos negar que até hoje as Valquírias são criaturas fascinantes do além vida, que continuam mexendo com o imaginário da humanidade. Onde ainda as encontramos em jogos, na TV e também na literatura.

E ai, gostaram de conhecer um pouco mais sobre essas guerreiras maravilhosas? Conta para a gente se vocês souberem de algo mais!!! 😀

Referência: Livro de Johnni Langer – Dicionário de Mitologia Nórdica: símbolos, mitos e ritos.

Fonte da capa: https://64.media.tumblr.com/1e7ef16dacdb74bcff6ecde0680fe964/tumblr_opkydfHZeh1vbkbyeo1_640.jpg

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